Você sabe que seu corpo pode manifestar o que está em seu interior?! #PAPO RETO com Ana Braga

Achei super relevante compartilhar com vocês esse texto que achei maravilhoso espero que gostem!  1957501c0bbcd52

Então vamos lá!

Uma constatação interessante quando falamos de linguagem corporal é que, ao contrário do dito popular, as aparências não enganam. Se tivermos olhos sensíveis, poderemos observar que realmente somos o que aparentamos ser. Nosso corpo físico, em todos os seus aspectos, manifesta muito mais características da nossa história, emoções e pensamentos do que podemos imaginar. O modo como nos movimentamos, nos deslocamos no espaço e como desempenhamos nossas tarefas rotineiras diz muito a respeito da nossa atitude mental e disposição na vida.

Nossa postura e formato corporal também trazem dados preciosos sobre a nossa história de vida, longínqua ou recente, como comportamentos repetidos, instaurados e cristalizados nos músculos, vísceras e pele. Endurecemos, enrijecemos, paralisamos pulsações, respiramos menos para abrandar as sensações desagradáveis e para sentir menos o que é insuportável em determinadas fases de nossas vidas. Às vezes, ou ao mesmo tempo, podemos “aumentar” algumas áreas do nosso corpo, nos fazer maiores, ou mais “moles” e permeáveis se isso trouxer alguma vantagem nos vínculos e relações em determinado momento.
MUDANÇAS NA VIDA, MUDANÇAS NO CORPO

É comum observarmos como alguém pode mudar seu corpo quando faz uma mudança na vida: se separa, casa, arranja um novo trabalho, está feliz ou insatisfeito. Numa relação onde um dos parceiros tem um caráter dominante e invasivo sobre a outra pessoa, este último para “sobreviver” no relacionamento e não ser abandonado pode construir um corpo pouco tonificado, permeável e que oferece quase nenhuma resistência a forças externas. Muitas vezes o medo de ser abandonado é muito maior do que o desejo de buscar relações verdadeiramente satisfatórias, e o corpo é moldado e construído de acordo com o que vivemos.

O que exatamente está armazenado e configurado nessas posturas pode vir à tona quando nos dispomos a entrar em contato com elas, seja numa psicoterapia, ou em qualquer trabalho corporal. É fascinante descobrir que forma e comportamento são a mesma coisa. Mas independente disso, observar nosso corpo e os das pessoas ao nosso redor é um exercício muito interessante de autoconhecimento. Vale lembrar que esta observação não deve ser feita com um olhar estético, de julgamento, se estamos ou não dentro dos padrões da moda e das revistas, e sim de uma maneira curiosa a respeito do quanto podemos descobrir através dos desejos e medos não integrados em nossa consciência, que se manifestam em nossos corpos físicos. Ou seja, o corpo e sua forma denunciam nosso inconsciente, tudo o que não “sabemos” sobre nós ou não queremos entrar em contato.
O QUE SEU CORPO ESTÁ DIZENDO AGORA?

Algumas atitudes são mais óbvias, como mãos e pernas inquietas, que demonstram claramente ansiedade e agitação mental, ou ombros fechados e curvos, em alguém que provavelmente precisa se proteger por medo, timidez ou insegurança. Um pescoço excessivamente alongado e rígido, mostra a função de separar o peito (sentimentos) da cabeça (intelecto), para que um não interfira no outro. Além disso, a respiração pode dizer muito sobre nós. Percebemos melhor as emoções, sensações e desejos que aparecem quando respiramos mais profundamente, relaxamos o corpo e paramos para sentir e ouvir o que ele está nos dizendo hoje.

Tente ouvir e entender o que seu corpo diz. Entre em contato com as dores, com os desconfortos. “Ouça-os” ao invés de apenas querer se livrar dos sintomas desagradáveis, tomando analgésicos ou relaxantes musculares. Perceba e mergulhe na sua ansiedade, ao invés de apenas tentar distração em algo mais gratificante. Arrisque-se a entrar em contato com os sinais do seu corpo. Com essas atitudes de amor e coragem consigo mesmo, como uma boa mãe que escuta o que seu filho tem a dizer, ao invés de mandá-lo ficar quieto e não incomodar, nossas vidas se abrem para um caminho cheio de liberdade, satisfação, saúde e respeito a si mesmo.

autora : Karina Fomm

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