Adulto também erra?Por Juliana Fillete Mellegga

Um breve relato para que possamos compreender melhor nossos pequenos:

João era um menino esperto, inteligente, animado, brincalhão e muito curioso. Na escola, gostava de aprender e, em casa, era muito querido pelas gracinhas que fazia… Apesar de ser esse menino amável, João tinha dificuldades para traçar a letra cursiva e fazer belas pinturas… Seu caderno era “feio” perante os padrões estéticos, sua letra era grande, seus desenhos coloridos de formas inadequadas, como cores diferentes do habitual…

Por volta dos 7 anos, João desistiu: cansou-se de fazer e receber críticas, cansou-se de pintar e perceber que suas produções fugiam dos padrões, cansou-se de fazer desenhos nos quais todos riam e diziam que eram péssimos… Cansou-se de treinar inúmeras vezes o traçado da mesma letra… João desistiu!

E agora, quando chega às sessões de Psicopedagogia, acompanhado pelos pais, o pequeno garoto é descrito como um menino “ruim”… Um menino que não copia a lição, não se importa com as notas das provas, bagunça o tempo todo.

“João, eu sei o quanto você deve ter sofrido com tantas cobranças!” (Percebo um brilho no olhar…)

“Posso lhe contar um segredo: adulto também erra!”

E, com passinhos de formiga, vamos reconstruindo tudo o que João foi perdendo pelo caminho: a relação com a borracha, o prazer de suas produções, a coragem de expor suas ideias, a iniciativa de uma boa história, o desafio de uma continha de matemática, a interação com os amigos, a descoberta de algo novo, o aprender a aprender…

“Volte mais vezes, João! Eu acredito em você!!!”

Assessoria e correção do texto – Luciane Maceu

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