A criança e a Psicopedagogia. Qual a participação dos pais?

Quando uma criança chega ao consultório de Psicopedagogia, muitas vezes, ela mal sabe o que está fazendo ali… Algumas estão alheias às suas necessidades e, como se fossem apenas pecinhas de um tabuleiro, são avisadas do tratamento apenas pelo profissional que irá atendê-la. Os pais, com receio de causar traumas e bloqueios, evitam tocar em assuntos relacionados às dificuldades de aprendizagem e agem como se nada estivesse acontecendo.

Essa falta de contato com a realidade parece algo óbvio, mas mesmo sendo pequena, a criança que recebe acolhimento e sabe o que está se passando na escola, traz, em si, uma amplitude de reações que favorecem a entrada do psicopedagogo. Sem saber para onde vai e por que veio, ela se depara com um assunto inédito: suas dificuldades de aprendizagem! No fundo, ela sabe, percebe que não acompanha os conteúdos escolares, sente a diferença entre seus pares, percebe o esforço da professora para tentar ensiná-la, mas, em contrapartida, em seu contexto domiciliar, tudo parece obscuro: todos lhe descrevem como “esperta/inteligente/sapeca” e assim, seguimos com a negação de que algo não está bem…

Essas crianças são frutos de uma família que, por inúmeros motivos, não sabe lidar com o fato de que existam dificuldades para aprender, mas que, ainda assim, continuará sendo “esperta/inteligente/sapeca”. Quando nos conscientizamos de que esse processo não existirá sem a participação dos pais, podemos entender que, a partir de uma conversa sincera e sem julgamentos, os pais se colocam como parte deste processo e, juntamente com o filho, chegam ao consultório… Juntos! E assim, iniciamos uma relação saudável, na qual a criança sentirá conforto e acolhimento em suas dificuldades. Saberá que terá auxílio em seus desafios e que a compreensão de suas formas de aprendizagem será algo bom para todos os envolvidos.

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