Agressividade:um olhar psicopedagógico. Por Juliana Filleti S. Mellega/ Psicopedagoga Clínica

É comum observarmos no dia a dia, a quantidade de pequenos, que com suas “fofurices”, dominam o mundo adulto, sendo extremamente valorizados em suas ações e consideravelmente atendidos em suas vontades e desejos. O interessante é que essas crianças crescem, aprimoram seus recursos intelectuais e desenvolvem a linguagem, podendo a partir daí exercer o diálogo e finalmente responder por suas atitudes e desejos. Assim, quando uma criança de um aninho bate no rosto de alguém, ainda conseguimos entender que ela está tentando afetar o outro, ainda adquirindo e aprimorando sua oralidade, mas se pararmos para pensar como devemos agir, ficam algumas perguntas: Devemos bater novamente? Rir da situação? Falar com firmeza para que ela não volte a fazer tamanha “travessura”? Bom, sabemos que por ser pequena e ainda não saber falar, a criança deverá ser orientada com amor e carinho, por isso, devemos mostrar a ela que podemos usar as mãozinhas para fazer carinho, entre outras formas de compreensão… Mas e quando, já crescidas, as crianças nos ofendem e demonstram ações que, a partir dos nossos valores, são inadmissíveis? Perdemos a cabeça, gritamos, ofendemos também e nos voltamos com atos agressivos? Acredito que, independentemente da idade, ainda seremos exemplos, tanto para crianças, quanto para adolescentes, pois ainda são seres em formação. A agressão, seja ela por parte do adulto ou da criança, é considerada a ausência do diálogo, ou seja, a expressão mais primitiva do sentimento de raiva. É quando os sentimentos se misturam de tal forma, que as palavras somem do contexto, dando vez aos atos mais insanos… Com as crianças, como pedagoga e psicopedagoga, já passei por várias situações de estresse e conflitos, mas posso garantir; tudo vai depender da forma como encaramos os fatos e interferimos na realidade. Devemos incentivá-los e criar formas de orientá-los perante pequenos conflitos, pois quando sentem empatia, aprendem a exercer a cidadania… Uma fala que exerço diariamente com as crianças é a relação da brincadeira com o outro, pois muitas vezes, se ofendem, ultrapassam os limites e me dizem que foi apenas uma brincadeira, sem intenções negativas. Nesse momento, eu declaro: “Brincadeira é quando as duas partes se divertem!” Por incrível que pareça, uma simples reflexão tem feito toda a diferença, e acreditem, o diálogo transforma a sociedade!

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3 comentários em “Agressividade:um olhar psicopedagógico. Por Juliana Filleti S. Mellega/ Psicopedagoga Clínica

  1. Infelizmente tenho visto alguns pais que apoiam e até mesmo incentivam a agressividade usando a máxima: ” tem que aprender a se defender”.
    É de arrepiar o que estão fazendo com as crianças!
    Texto excelente!!

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