Meu filho tirou 8,5! E agora? Por Juliana Filleti Mellega / Psicopedagoga

No mundo atual, a busca pela perfeição e a velocidade como as coisas acontecem influenciam diretamente no processo educacional… As crianças, assim como os adolescentes e os adultos, são expostas aos mais variados tipos de cobranças, pois possuem um grande leque de informações e obrigações, e aprendem desde pequenas, que devem dar contar de tudo!

Nesse contexto, os resultados na escola não poderiam ficar de fora! Cada vez mais, observo nos pequenos a necessidade de “ser 10 em tudo”, pois vejo muitos rostinhos tristes quando recebem uma avaliação e percebem, por exemplo, que a nota foi 8,5! Muitas vezes choram, como se aqueles “8,5” significassem um fracasso das suas competências e habilidades…

Em meio a tantas tribulações, as crianças sofrem só de pensar no fato de que seus pais falarão que “esperavam mais”. Concordo que professores e pais devem sempre instigá-las a produzir mais, entretanto, a nota significa muito mais do que apenas um status dentro do ambiente escolar. Quando uma criança realiza uma avaliação, outros fatores podem ser observados e esses vão além da nota em si.

Confiança, aplicação dos saberes, organização, compreensão e tranquilidade devem permear esses momentos, pois quando sente-se segura, a criança obtém resultados melhores. Mas deixar uma criança constrangida e/ou de castigo, pelo fato de não ter atingido a nota máxima, seria um bom incentivo aos estudos?

Posso afirmar que não! O resultado de uma nota deve ser recebido com tranquilidade e muito diálogo, pois quando percebe a necessidade e a importância de sua dedicação e esforço, a criança aprende a compreender aquele resultado como um parâmetro para suas próximas avaliações, participando ativamente do seu processo de ensino-aprendizagem e libertando-se de traumas!

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