Filhos são como navios! Será? Por Juliana Filleti S. Mellega / Psicopedagoga

Algumas analogias nos fazem refletir sobre a criação dos filhos e como estes devem se libertar do “porto” para que conquistem a independência e sejam autossuficientes… Concordo com Içami Tiba (foi um grande mestre – médico psiquiatra), quando ele dizia que “ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora. Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar…” E acredito que todos serão lançados ao mar para que naveguem em direção aos seus mais profundos sonhos… Sendo assim, os pais ficariam no porto, apreciando as batalhas e vitórias de seus filhos…

A comparação é perfeita, mas eu tenho uma pergunta: quando saberemos se nossos filhos já se tornaram um navio? Quando olhamos para os navios, vemos algo grandioso, planejado, perfeito, construído milimetricamente para suportar grandes cargas, terríveis tempestades e muitos dias em alto mar. A resposta parece simples; se nascemos pequenos e crescemos com o tempo, para nos tornarmos um navio, antes seremos canoas, barquinhos, iates… rsrs Enfim, passaríamos por todas as etapas e, finalmente, nos tornaríamos um admirável navio!!!

Pode parecer simples, fácil e lógico, entretanto, com a tecnologia desenfreada, o imediatismo e as bases fracas que estamos construindo, percebemos que, ao saírem do porto, muitos retornam rapidamente… Os motivos são variados; não suportaram o excesso de carga, escolheram a rota errada, quebraram-se quando entraram em tempestades… Então, eles retornam ao porto e temos de consertá-los para tentarmos embarcá-los novamente.

Mas, e se investíssemos mais tempo na construção dos navios? Será que retornariam ao porto?

Sim, com certeza! Afinal, o porto sugere partida e chegada… Não precisam partir, tomar novos rumos e nunca mais voltar de onde saíram. A vida é dura, diria que muitas vezes, até cruel. Os pais, não importa a idade, sempre serão portos seguros para os seus filhos. O único problema está na frequência com que esses navios “quebram” e retornam. Para fechar o raciocínio, vamos pensar um pouco sobre as inúmeras situações nas quais evitamos sofrimentos, sobrecarregamos nossos sentimentos para que nossos filhos não sintam o amargo sabor das frustrações…

Que sejamos portos, mas que nossos filhos se tornem grandes e fortes navios!!!

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