Meu filho quer ser bebê!O vínculo materno e a aprendizagem…

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Apenas uma reflexão…

“A mamãe me esperou com tanto carinho… Fez chá de bebê, preparou o meu quartinho, lavou as roupinhas, cantou, fez carinho na barriga, conversava comigo com tanta doçura…

Nasci! O primeiro mês foi difícil, estávamos nos conhecendo, nos adaptando, e a mamãe me nutria com o seu leite e com a sua alma… Fui crescendo, acordando menos na madrugada e interagindo mais com a mamãe, e assim, fomos nos apaixonando. A mamãe achava graça dos meus sorrisinhos, mostrava para todo mundo os vídeos em que eu mordia os meus pezinhos, começou a me dar frutinhas, legumes e ficava muito satisfeita quando eu comia mais de 3 colheres, se encantava quando eu já segurava a mamadeira sozinho e morria de orgulho com as minhas sapequices… Engatinhei, me segurava para não cair, mas a mamãe dizia: “Vem filho, vem! Vc consegue!!!” Aos poucos, fui ficando em pé, eu tinha medo de desequilibrar, mas a mamãe me dava a sua mão e eu seguia tranquilo… Comecei meus primeiros balbucios e quanta alegria eu sentia, ela cantava, me ensinava as partes do corpo, se divertia com a minha alegria e eu com a dela…

Cresci! Como assim? Eu ainda preciso de carinho, atenção e muitaaaaaa paciência! Mas aos 3 anos de idade, já me chamam de mocinho e dizem que já posso me virar. Onde estou? Estou na escola, fazendo tarefa e ouvindo os adultos dizerem que tenho de ser um bom aluno. Tenho sono, saudade da minha mamãe, vontade de pular no colo do papai e brincar até cansar.

A escola está difícil, não estou conseguindo entender o que a professora fala. Na hora da saída, a mamãe sempre ouve dizerem que não sou um bom aluno… Fico triste e a mamãe, muito brava! Ainda não consigo me expressar com qualidade, não sei falar dos meus sentimentos, choro, faço birra, porque eu também não entendo o que está acontecendo… Sabe de uma coisa, vou me comportar como um bebê, assim a mamãe vai gostar mais de mim!!!”

Espero que este relato fictício (a partir das experiências clínica e institucional) tenha mexido com o seu coração e que você jamais deixe de acreditar em seu filho, seja ele bebê, criança, adulto… Mãe é fonte, é garra, é fé, em qualquer situação, em qualquer idade!

Com carinho,de uma filha adulta, Juliana Filleti Mellega – Psicopedagoga

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3 comentários Adicione o seu

  1. CrisFerreira disse:

    Nossa, com o correr corre da vida diária esquecemos de parar e perceber coisas tão simples. Adorei seu post Juliana parabéns!

    1. Ana Braga disse:

      gratidão pela visita , volte sempre e chame seus amigos.

  2. Acenildes Uliani disse:

    Linda reflexão! Parabéns!

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