A menina do elevador. Por Juliana Filleti Mellega / Psicopedagoga

Na correria do dia a dia, com muitos compromissos e atribuições, nossa rotina se torna escassa de sensibilidade e nossos olhares se curvam apenas para aquilo que é extremamente essencial…

Há um tempo atrás, entrando no elevador do prédio onde eu morava, cheia de sacolas de mercado e pensando nas inúmeras tarefas que ainda me aguardavam, me deparei com uma situação totalmente inesperada e uma grande lição de vida. Confesso que nesta noite, eu estava meio desanimada, reclamando (mentalmente…rsrs) das incertezas da vida, querendo tudo ao mesmo tempo e impaciente com o mundo. No elevador, uma mulher aparentando uns 40 anos e sua filha, com aproximadamente uns 5 aninhos… Assim que entrei, a menina começou a me fazer um monte de perguntas e foi colocando suas mãozinhas em todas as minhas sacolas, perguntando a finalidade cada produto, o sabor de cada um, se eu gostava de fazer comidas gostosas…enfim!

Minha primeira reação foi achar aquilo tudo um absurdo, pois como poderia uma mãe, vendo a “falta de educação” de uma criança, nada fazer para contê-la e repreendê-la?

Nesse instante, passei a observar que ela não me olhava, ficou o tempo todo com a cabeça baixa, como se estivesse devorando minhas sacolas. Pensei rapidamente em pedir para que ela me olhasse, mas como um sexto sentido, fiquei quieta e continuei observando… De repente, ela pediu para me conhecer melhor, e para que eu me abaixasse e assim ela pudesse passar suas mãozinhas em meu rosto e perceber meus traços! Eu estava diante de uma criança com deficiência visual… Nossa, como pude pensar tudo isso aquilo daquela pequena garotinha, julgando-a como uma menina sem limites?

Minha noite mudou… Eu, que estava desanimada, de mal com a vida, passei a refletir sobre um aspecto muito comum em nosso cotidiano, a observação! Julgamos, falamos, descrevemos os comportamentos alheios sem conhecer seus princípios e suas razões!

Se conseguíssemos treinar nossos olhares para a observação, a valorização do outro, exercendo a empatia, com certeza, teríamos sempre, belíssimas histórias para compartilhar…

Você tem uma historia assim? Compartilhe conosco, amo conhecer vivencias produtivas….

Compartilhe nossos post em sua midias para mais pessoas fazerem essa reflexão….

Até a proxima!

modaestilo (3)

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